
Num longínquo reino percebia-se no soberano, o quanto lhe agradava propagar seu nome, serviço esse, destinado as suas vassalas. E com o intuito de agradar ao rei, as súditas alvoroçavam-se como formigas desorientadas, correndo por todos os cantos da vizinhança a fim de cumprir a tarefa que lhes foi imposta. Mas havia um porém...
O procedimento de contato era visto com estranheza pelos moradores daquela região, pois, como magia, assim num repente, uma das súditas surgia diante de outro castelo e ali, estática se postava. Nenhum som era proferido, nenhum gesto era visto a não ser a presença daquele avatar... Os moradores, em sua cordialidade, ordenavam que as pontes levadiças fossem baixadas e com saudações os votos de boas vindas eram ditos. Sem nada responder, em silencio a mensageira colocava um calço na quina do portão, jogava um pergaminho e em seguida, partia guardando o mesmo silencio com o qual chegara. Diariamente retornava aos castelos estabelecidos como parte de sua cota para espargir pergaminhos nos quais continham o mapa que levava a Caarroba.
A razão era muito simples, às súditas, o polimento primordial lhes faltava ou então nada compreendiam sobre a velha política da boa vizinhança. Nas festas anuais todos se cumprimentavam, porém a boca pequena as vassalas do rei, por todos eram criticadas, devido à sua maneira comportamental, já que naquelas terras, elegância e cordialidade eram regras fundamentais.
Com o passar dos anos, as pessoas daquela terra longínqua foram se afastando daquele rei, tomando um caminho inverso ao de sua corte, negando a eles o benefício de sua companhia e amizade. O tal reino findou-se assim, apenas o rei e suas vassalas, isolados em seu castelo.
Moral da história:
A propaganda é a alma do negócio, mas horário político obrigatório, ninguém merece!

