1 de janeiro de 2009

Psiquê -

“Psiquê (Palavra grega que significa tanto alma, como borboleta) era uma jovem tão bela que de todas as partes acorria gente para admirá-la. Passou mesmo a ser objeto de culto, sobrepondo-se a Vênus (Também conhecida como Afrodite, a deusa da beleza e do amor), cujos templos se esvaziaram. A deusa indignou-se com o fato de uma simples mortal receber tantas honras. Pediu a seu filho Eros (Cupido, no panteão romano) , o deus do Amor, que atingisse a jovem com suas flechas, fazendo-a enamorar-se do homem mais desprezível do mundo. Entretanto, ao ver a princesa, o próprio Eros apaixonou-se e, contrariando as ordens da mãe, não lançou suas setas.Enquanto as irmãs de Psiquê casaram-se com reis, a jovem mortal, cobiçada por um deus, permaneceu só. Apreensivo, seu pai consultou o oráculo de Apólo. Este aconselhou o soberano a levar a filha, vestida em trajes nupciais, até o alto de uma colina. Lá, uma serpente iria tomá-la como esposa. As ordens divinas foram executadas e, enquanto a jovem esperava que se consumasse seu destino, surgiu Zéfiro(Na mitologia grega, é o vento do Oeste). O doce vento transportou-a até uma planície florida, às margens de um regato. Esgotada por tantas emoções, Psiquê dormiu. Quando acordou, estava no jardim de um palácio de ouro e mármore. Ouviu, então uma voz que a convidava a entrar. À noite, oculto pela escuridão, Eros amou-a. Recomendou-lhe, insistentemente, que jamais tentasse vê-lo. Durante algum tempo, apesar de não conhecer o amado, Psiquê sentia-se a mais feliz das mulheres. Saudosa de suas irmãs, pediu ao marido para vê-las. Zéfiro encarregou-se de levá-las ao palácio. Invejosas da riqueza e felicidade de Psiquê, as jovens insinuaram a dúvida em seu coração. Declararam que o homem que ela desconhecia devia ser o monstro previsto pelo oráculo. Aconselharam-na, então, a preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, veria o rosto do marido; com a segunda, poderia matá-lo, se fosse mesmo o monstro. À noite, enquanto Eros dormia, Psiquê apanhou a lâmpada e iluminou-lhe o rosto. Viu, então, o mais belo jovem que já existira. Emocionada com a descoberta, deixou cair uma gota do óleo da lâmpada no ombro do deus. Este despertou sobressaltado e foi embora, para não mais voltar. Afastando-se, disse-lhe em tom de censura: “O amor não pode viver sem confiança”.Cheia de dor, a jovem pôs-se a errar pelo mundo, implorando o auxílio das divindades. Entretanto, como não quisessem desagradar a Vênus, nenhuma delas a acolheu. Psiquê resolveu dirigir-se à própria Vênus. A deusa encerrou-a em seu palácio e impôs-lhe os mais rudes e humilhantes trabalhos: separar grãos misturados; cortar a lã de carneiros selvagens; buscar um frasco com a água negra do rio Estige. Na primeira tarefa, Psiquê foi ajudada pelas formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugeriram-lhe que recolhesse os fios de lã deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. E, na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estinge e trouxe-lhe o líquido negro. Finalmente, Vênus incumbiu-a de ir aos Infernos para obter um pouco da beleza de Prosérpina. Uma torre descreveu-lhe o itinerário para o reino das sombras. Orientou-a também para pagar o óbolo ao barqueiro Caronte e abrandar a ferocidade d cão Cérbero, oferecendo-lhe um bolo.Bem sucedida na prova, Psiquê voltava com a caixa contendo a beleza, quando resolveu abri-la. Imediatamente foi tomada de um profundo sono. Eros, que a procurava, acordou-a, picando-a com a ponta de uma flecha. Em seguida, o deus do amor dirigiu-se ao Olimpo e pediu a Júpiter para esposar a mortal. Foi atendido, mas antes, era preciso que Psiquê recebesse o privilégio da imortalidade. O próprio Júpiter ofereceu ambrosia à jovem, tornando-a imortal. O casamento celebrou-se solenemente entre os deuses. Da união de Eros e Psiquê nasceu aVolúpia.”

29 de dezembro de 2008

7 de dezembro de 2008

{Amar Yasmine}_DEXPEX, a AmadaAmar, é doce, é fera, é felina e é de uma sensibilidade ímpar. Dias atrás conversávamos, deu-me esse verso e sua emoção de presente ao declamar. Quando um verso lido, tira lágrimas de uma pessoa simplesmente pela beleza do seu contexto, tenho certeza de que ali, mora um grande coração. coração . . . . . . . . . . Copo de Água Nós vamos ensinar você o fervor. Nossos atos se prendem a nós, como ao fósforo sua luz. Nos consome é verdade, mas fazem nosso esplendor. E se nossa alma valeu alguma coisa é por ter ardido mais intensamente do que outras. Vamos ensinar a você o fervor. Uma existência patética. Não a tranqüilidade. Ser tranqüilo é ser trágico. Eu não almejo outro repouso que o sono da morte. Espero depois de ter exprimido nesta terra tudo que havia em mim. Satisfeito morrer completamente. Desesperado por fazer ainda mais. Nossa vida a de ter diante de nós como um copo de água gelada. O copo úmido nas mãos de quem tem febre e quer beber, e bebe tudo de uma vez. Sabendo que devia guardar, mas não podendo tirar dos lábios o copo delicioso. Tão fresca é a água e tão apaziguadora da sede. André Gide

9 de novembro de 2008

em cada sentimento meu...

Em cada sentimento meu… Tem um espírito ateu… E uma alma reencarnada… Um orgulho plebeu… E uma nobreza calada… Uma certeza nítida… Em eterna dúvida… Um cruel bandido… E um anjo perdido… Um livro aberto… E um segredo guardado… Um futuro incerto… Num instante passado… Um destino certo… E um projeto abandonado… Em cada sentimento meu… Tem um sentido… E um rumo inexistente… Um desejo contido… E um medo persistente… Uma vontade que desiste… E uma esperança que existe… Um desencanto… E um contentamento… Um amigo santo… E um demônio atento… Uma inteligência sólida… E ingenuidade… Uma demência mórbida… E serenidade… Em cada sentimento meu… Tem uma contradição… E uma lógica sem chão… Um desânimo juvenil… E um desabafo senil… Uma harmonia… Em confusão… Uma agonia… E uma razão… Um colapso vulcânico… E a calma de um lago… Um pânico… E um afago… Um verso doce e amargo… Que se intrometeu… Em cada sentimento meu…

28 de outubro de 2008

meninas de ouro.

Um dos importantes acontecimentos aqui no gueto, foi encontrar e construir laços de amizade.
Meu sentimento é especial por essas gurias...
O que nos envolve é sinceridade, solidariedade, respeito, e mutuo carinho.
Nossa troca, um constante aprendizado.
Indiscutivelmente são seres iluminados, portadoras de almas sensíveis e fortes personalidades, são guerreiras, são submissas.
Um privilégio único sabê-las ao meu lado nessa estrada, faça chuva ou sol.
cadela loura_LB
Outra grande amiga, também deliciosa na sua maneira de ser que mesmo distante, continua acampada em meu coração.
Receber esses valiosos presentes da vida, transcende. Sou mui grata pela existência de cada uma delas.

28 de setembro de 2008

28 de junho de 2008

25 de junho de 2008

Desejos que me devoram !

Aristóteles.

É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.

24 de junho de 2008

Manuel Bandeira.

Teu corpo claro e perfeito Teu corpo claro e perfeito, – Teu corpo de maravilha, Quero possuí-lo no leito Estreito da redondilha... Teu corpo é tudo o que cheira... Rosa... flor de laranjeira... Teu corpo, branco e macio, É como um véu de noivado... Teu corpo é pomo doirado... Rosal queimado do estio, Desfalecido em perfume... Teu corpo é a brasa do lume... Teu corpo é chama e flameja Como à tarde os horizontes... É puro como nas fontes A água clara que serpeja, Quem em antigas se derrama... Volúpia da água e da chama... A todo o momento o vejo...Teu corpo... a única ilha No oceano do meu desejo... Teu corpo é tudo o que brilha, Teu corpo é tudo o que cheira... Rosa, flor de laranjeira...

23 de junho de 2008

Hildinha,

Araras versáteis. Prato de anêmonas. O efebo passou entre as meninas trêfegas. O rombudo bastão luzia na mornura das calças e do dia. Ela abriu as coxas de esmalte, louça e umedecida laca E vergastou a cona com minúsculo açoite. O moço ajoelhou-se esfuçando-lhe os meios E uma língua de agulha, de fogo, de molusco Empapou-se de mel nos refolhos robustos. Ela gritava um êxtase de gosmas e de lírios Quando no instante alguém Numa manobra ágil de jovem marinheiro Arrancou do efebo as luzidias calças Suspendeu-lhe o traseiro e aaaaaiiiii... E gozaram os três entre os pios dos pássaros Das araras versáteis e das meninas trêfegas.

a Hist ...

Aquele Outro não via minha muita amplidão Nada LHE bastava. Nem ígneas cantigas. E agora vã, te pareço soberba, magnífica E fodes como quem morre a última conquista E ardes como desejei arder de santidade. (E há luz na tua carne e tu palpitas.) Ah, por que me vejo vasta e inflexível Desejando um desejo vizinhante De uma Fome irada e obsessiva?

Objeto do amor

De tal ordem é e tão precioso o que devo dizer-lhes que não posso guardá-lo sem a sensação de um roubo: cu é lindo! Fazei o que puderdes com esta dádiva. Quanto a mim dou graças pelo que agora sei e, mais que perdôo, eu amo. Adélia Prado

O mundo é grande.

O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar Carlos Drummond de Andrade

simbiose

Sarci & Dali

22 de junho de 2008

Há muito que aprender.

da submissa - Acredito que aconteçam infinitas formas de erros e desobediências na relação BDSM. A pior delas é quando a submissa quer agradar o Dono faz o que não deve, fala impulsivamente, diz asneira, toma atitudes impensadamente e falha. São involuntários erros que matam. Por falta de habilidade prática, a escrava se frustra com seu próprio comportamento, inexperiência e/ou falta de percepção. Por outro e pior lado, a dor da cadela no exato instante em que se conscientiza de que decepcionou e feriu o Dominador , causa uma sensação tenebrosa, intensa e abrangente que vai desde incapacidade até falta de qualificação para servir. Quem dera mil chicotadas rasgando nossa carne a causar decepçao ao Dono. É interiormente, o mais árduo e inigualável castigo a sentir...

20 de junho de 2008

macho & fêmea

"No céu sempre estrelas para os que tem olhos para ver com a força dos corações unidos!"

19 de junho de 2008

devaneios

Desejo que me faz faminta... Em meus devaneios o engulo todo ... Engasgo-me lasciva !