10 de fevereiro de 2009

O que fazer com esse fogo que ilumina a alma, mas deixa opaca esta estranha realidade do mundo dos homens?

meus blogs

Meus blogs andam meio abandonados: um baunilha, la também contam citações sobre meu sabor pela submissão, é engraçado, geralmente meus sentimentos querem sair pelos poros e falar ao mundo, presentear outros viventes. “porque há desejo em mim”, foi assim nominado pela amplitude do que me ocorre. Os desejos imensos, intensos nessa ânsia meu viver... O nome provém da primeira frase de um poema escrito por uma submissa que sou fã, a Hilda Hist. Sim ela era submissa. “Porque há desejo em mim é tudo cintilância Antes o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo à minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me o corpo. E que descanso me dás Depois das lidas. Sonhei penhascos Quando havia o jardim aqui ao lado. Pensei subidas onde não havia rastros. Extasiada, fodo contigo Ao invés de ganir diante do Nada". As vezes demoro a postar aqui...Sou de longos períodos... Não são períodos de abandono ou borbulho interior, são apenas períodos. estetikaBDSM iniciou com a proposta de fazer um post sobre vintage, e veio a luz de produzir uma mostra fotográfica sobre BDSM desde o inicio do século XX até os dias atuais. Em princípio era para ser feito em parceria com outra submissa de nick mell, onde eu faria a captação das imagens e poemas, e ela os textos. Houve um contra tempo e ela não está mais, continuarei tocando sozinha. E por último, um muito bonito que foi dedicado a um personagem de ficção.

caminhando há desejo en estétika .Gosto de cada um deles a sua maneira.

10 de janeiro de 2009

Amigas do gueto - SOS

1 - Não consigo formatar meus textinhos, / 2 - saem todos emboladinhos! / 3 - Dividi em seis linhas esse escritinho... / 4 - Entre espaços cada inha e inho, numa linha / 5 - ... Repara que cacaquinha ??!! / 6 - Alguém pode ajudar essa sub blogueirinha? /

Simone de Beauvoir.

Ninguém nasce mulher : torna-se mulher.

Hilda Hist - Rainha careca

Deixo em homenagem a amiga que quase foi neta, uma das maravilhas da Hilda Hist. De cabeleira farta de rígidas ombreiras de elegante beca Ula era casta Porque de passarinha Era careca. À noite alisava O monte lisinho Co'a lupa procurava Um tênue fiozinho Que há tempos avistara. Ó céus! Exclamava. Por que me fizeram Tão farta de cabelos Tão careca nos meios? E chorava. Um dia... Passou pelo reino Um biscate peludo Vendendo venenos. (Uma gota aguda Pode ser remédio Pra uma passarinha De rainha.) Convocado ao palácio Ula fez com que entrasse No seu quarto. Não tema, cavalheiro, Disse-lhe a rainha Quero apenas pentelhos Pra minha passarinha. Ó Senhora! O biscate exclamou. É pra agora! E arrancou do próprio peito Os pêlos E com saliva de ósculos Colou-os Concomitantemente penetrando-lhe os meios. UI! UI! UI! gemeu Ula De felicidade Cabeluda ou não Rainha ou prostituta Hei de ficar contigo A vida toda! Evidente que aos poucos Despregou-se o tufo todo. Mas isso o que importa? Feliz, mui contentinha A Rainha Ula já não chora. Moral da estória: Se o problema é relevante, apela pro primeiro passante.

1 de janeiro de 2009

Psiquê -

“Psiquê (Palavra grega que significa tanto alma, como borboleta) era uma jovem tão bela que de todas as partes acorria gente para admirá-la. Passou mesmo a ser objeto de culto, sobrepondo-se a Vênus (Também conhecida como Afrodite, a deusa da beleza e do amor), cujos templos se esvaziaram. A deusa indignou-se com o fato de uma simples mortal receber tantas honras. Pediu a seu filho Eros (Cupido, no panteão romano) , o deus do Amor, que atingisse a jovem com suas flechas, fazendo-a enamorar-se do homem mais desprezível do mundo. Entretanto, ao ver a princesa, o próprio Eros apaixonou-se e, contrariando as ordens da mãe, não lançou suas setas.Enquanto as irmãs de Psiquê casaram-se com reis, a jovem mortal, cobiçada por um deus, permaneceu só. Apreensivo, seu pai consultou o oráculo de Apólo. Este aconselhou o soberano a levar a filha, vestida em trajes nupciais, até o alto de uma colina. Lá, uma serpente iria tomá-la como esposa. As ordens divinas foram executadas e, enquanto a jovem esperava que se consumasse seu destino, surgiu Zéfiro(Na mitologia grega, é o vento do Oeste). O doce vento transportou-a até uma planície florida, às margens de um regato. Esgotada por tantas emoções, Psiquê dormiu. Quando acordou, estava no jardim de um palácio de ouro e mármore. Ouviu, então uma voz que a convidava a entrar. À noite, oculto pela escuridão, Eros amou-a. Recomendou-lhe, insistentemente, que jamais tentasse vê-lo. Durante algum tempo, apesar de não conhecer o amado, Psiquê sentia-se a mais feliz das mulheres. Saudosa de suas irmãs, pediu ao marido para vê-las. Zéfiro encarregou-se de levá-las ao palácio. Invejosas da riqueza e felicidade de Psiquê, as jovens insinuaram a dúvida em seu coração. Declararam que o homem que ela desconhecia devia ser o monstro previsto pelo oráculo. Aconselharam-na, então, a preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, veria o rosto do marido; com a segunda, poderia matá-lo, se fosse mesmo o monstro. À noite, enquanto Eros dormia, Psiquê apanhou a lâmpada e iluminou-lhe o rosto. Viu, então, o mais belo jovem que já existira. Emocionada com a descoberta, deixou cair uma gota do óleo da lâmpada no ombro do deus. Este despertou sobressaltado e foi embora, para não mais voltar. Afastando-se, disse-lhe em tom de censura: “O amor não pode viver sem confiança”.Cheia de dor, a jovem pôs-se a errar pelo mundo, implorando o auxílio das divindades. Entretanto, como não quisessem desagradar a Vênus, nenhuma delas a acolheu. Psiquê resolveu dirigir-se à própria Vênus. A deusa encerrou-a em seu palácio e impôs-lhe os mais rudes e humilhantes trabalhos: separar grãos misturados; cortar a lã de carneiros selvagens; buscar um frasco com a água negra do rio Estige. Na primeira tarefa, Psiquê foi ajudada pelas formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugeriram-lhe que recolhesse os fios de lã deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. E, na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estinge e trouxe-lhe o líquido negro. Finalmente, Vênus incumbiu-a de ir aos Infernos para obter um pouco da beleza de Prosérpina. Uma torre descreveu-lhe o itinerário para o reino das sombras. Orientou-a também para pagar o óbolo ao barqueiro Caronte e abrandar a ferocidade d cão Cérbero, oferecendo-lhe um bolo.Bem sucedida na prova, Psiquê voltava com a caixa contendo a beleza, quando resolveu abri-la. Imediatamente foi tomada de um profundo sono. Eros, que a procurava, acordou-a, picando-a com a ponta de uma flecha. Em seguida, o deus do amor dirigiu-se ao Olimpo e pediu a Júpiter para esposar a mortal. Foi atendido, mas antes, era preciso que Psiquê recebesse o privilégio da imortalidade. O próprio Júpiter ofereceu ambrosia à jovem, tornando-a imortal. O casamento celebrou-se solenemente entre os deuses. Da união de Eros e Psiquê nasceu aVolúpia.”

29 de dezembro de 2008

7 de dezembro de 2008

{Amar Yasmine}_DEXPEX, a AmadaAmar, é doce, é fera, é felina e é de uma sensibilidade ímpar. Dias atrás conversávamos, deu-me esse verso e sua emoção de presente ao declamar. Quando um verso lido, tira lágrimas de uma pessoa simplesmente pela beleza do seu contexto, tenho certeza de que ali, mora um grande coração. coração . . . . . . . . . . Copo de Água Nós vamos ensinar você o fervor. Nossos atos se prendem a nós, como ao fósforo sua luz. Nos consome é verdade, mas fazem nosso esplendor. E se nossa alma valeu alguma coisa é por ter ardido mais intensamente do que outras. Vamos ensinar a você o fervor. Uma existência patética. Não a tranqüilidade. Ser tranqüilo é ser trágico. Eu não almejo outro repouso que o sono da morte. Espero depois de ter exprimido nesta terra tudo que havia em mim. Satisfeito morrer completamente. Desesperado por fazer ainda mais. Nossa vida a de ter diante de nós como um copo de água gelada. O copo úmido nas mãos de quem tem febre e quer beber, e bebe tudo de uma vez. Sabendo que devia guardar, mas não podendo tirar dos lábios o copo delicioso. Tão fresca é a água e tão apaziguadora da sede. André Gide

9 de novembro de 2008

em cada sentimento meu...

Em cada sentimento meu… Tem um espírito ateu… E uma alma reencarnada… Um orgulho plebeu… E uma nobreza calada… Uma certeza nítida… Em eterna dúvida… Um cruel bandido… E um anjo perdido… Um livro aberto… E um segredo guardado… Um futuro incerto… Num instante passado… Um destino certo… E um projeto abandonado… Em cada sentimento meu… Tem um sentido… E um rumo inexistente… Um desejo contido… E um medo persistente… Uma vontade que desiste… E uma esperança que existe… Um desencanto… E um contentamento… Um amigo santo… E um demônio atento… Uma inteligência sólida… E ingenuidade… Uma demência mórbida… E serenidade… Em cada sentimento meu… Tem uma contradição… E uma lógica sem chão… Um desânimo juvenil… E um desabafo senil… Uma harmonia… Em confusão… Uma agonia… E uma razão… Um colapso vulcânico… E a calma de um lago… Um pânico… E um afago… Um verso doce e amargo… Que se intrometeu… Em cada sentimento meu…

28 de outubro de 2008

meninas de ouro.

Um dos importantes acontecimentos aqui no gueto, foi encontrar e construir laços de amizade.
Meu sentimento é especial por essas gurias...
O que nos envolve é sinceridade, solidariedade, respeito, e mutuo carinho.
Nossa troca, um constante aprendizado.
Indiscutivelmente são seres iluminados, portadoras de almas sensíveis e fortes personalidades, são guerreiras, são submissas.
Um privilégio único sabê-las ao meu lado nessa estrada, faça chuva ou sol.
cadela loura_LB
Outra grande amiga, também deliciosa na sua maneira de ser que mesmo distante, continua acampada em meu coração.
Receber esses valiosos presentes da vida, transcende. Sou mui grata pela existência de cada uma delas.

28 de setembro de 2008